As vendas de máquinas agrícolas e rodoviárias voltaram a apresentar retração em abril. Foram comercializadas 4,3 mil unidades no último mês ante 6,1 mil um ano antes, uma queda de 29,4% de acordo com dados apresentados pela Anfavea na quinta-feira, 7.
Na comparação mensal a baixa foi menor e ficou em 11,5%, uma vez que foram comercializadas 4,8 mil unidades em março.

No acumulado do ano as entregas de máquinas agrícolas e rodoviárias somam 16,2 mil unidades, em retração de 22,9% na comparação com o mesmo período de 2014.
Os cultivadores motorizados foram responsáveis pela maior queda em abril, na comparação anual. O segmento comercializou 39 unidades, em baixa de 65,5%.
Os tratores de esteira aparecem na sequência com vendas 46,9% menores e 29 unidades, seguido pelas retroescavadeiras com baixa de 42% e 204 unidades e colheitadeiras com queda de 40,2% e 204 unidades.
Os tratores de rodas, segmento responsável pelo maior volume de vendas, registrou a menor queda, de 26,9%, ao comercializar 3 mil 809 unidades em abril.
Segundo Ana Helena de Andrade, vide-presidente da Anfavea, o segmento de máquinas vive uma “crise de confiança”. Ela ponderou que apesar das perspectivas para a agricultura serem positivas neste ano, os compradores estão receosos com a economia do País.

“A próxima safra deve ser 3,6% maior, não há nenhuma previsão climática negativa e o Plano Safra deve ser aprovado ainda em maio. Mesmo assim há inseguranças no setor.”
Segundo a dirigente nem mesmo as alterações recentemente feitas no Moderfrota justificam a retração nas vendas. “A mudança foi muito clara e trouxe previsibilidade. Apesar do aumento da taxa de juros para novos pedidos ainda há condições atrativas.”
A produção de máquinas apresentou recuo de 19,8% no mês: em abril deixaram as linhas de montagem 5 mil 661 unidades ante 7 mil 57 um ano antes. No acumulado do ano a retração chega a 21,9%, com 21 mil 44 unidades fabricadas de janeiro a abril.
As exportações seguem os índices negativos: em abril as remessas somaram 932 unidades, queda de 20,1% na comparação com o mesmo mês de 2014. Em valores houve recuo de 50,3%, para US$ 148,1 milhões no mês passado.
Segundo Luiz Moan, presidente da Anfavea, uma das saídas para aumentar as exportações passa pela diversificação de destinos. Ele ressaltou que desde o início do ano já foram exportadas 500 unidades para o continente africano: “Além disso uma associada já tem remessa de máquinas programada para Cuba”.

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